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Victória Ansarah

Victória Ansarah

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Publicado agosto 11, 2020
Artigo escrito em conjunto com Felipe Cusnir, Presidente da BCCC

Depois do entretenimento ao vivo, um dos setores que mais sofreu um impacto econômico devido à pandemia COVID-19 foi a indústria audiovisual. O setor audiovisual é responsável por 1,6% do PIB brasileiro e é estimado que a não realização de eventos culturais causará um prejuízo de R$ 11,1 bilhões para a economia brasileira em apenas três meses[1]. Diversos projetos foram criados nos últimos meses para lidar com a crise e auxiliar o setor audiovisual. O mais ambicioso deles foi o fundo emergencial criado pela Netflix.

No final de Março, a Netflix se comprometeu a doar 100 milhões de dólares para trabalhadores desempregados que atuam na área de produção, mas logo depois aumentaram a doação para 150 milhões. A maior parte do dinheiro (85%) foi direcionada a empregados de produções da Netflix que foram interrompidas ao redor do mundo, e os restantes 15% a produções não filiadas a Netflix.

Além do fundo de $150 milhões da Netflix, a empresa americana colaborou com organizações do setor audiovisual em diversos países, como Inglaterra, Itália, França, Índia, México, Espanha, Canadá, e Brasil.

No Brasil, a Netflix se juntou ao Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (ICAB) para criar um fundo emergencial voltado à indústria criativa brasileira. Desde a dissolução do Ministério da Cultura em 2019, a indústria sofre um momento difícil. Devido à paralisação de produções e eventos culturais, a indústria se beneficiará fortemente deste fundo. O fundo de R$ 5 milhões de reais doado pela Netflix está sendo administrado pela ICAB.

Profissionais e freelancers que trabalham em departamentos de produções audiovisuais como maquiagem, logística, câmera, e áudio, entre outros, são elegíveis ao auxílio provido pelo fundo. Até 5 mil trabalhadores receberão um pagamento no valor do salário mínimo de R$1.045.

Profissionais podem se inscrever no site da ICAB até que os recursos do fundo se esgotem. Precisarão comprovar que o projeto em qual estavam trabalhando foi afetado diretamente pelo COVID-19. O ICAB promete uma resposta a todos os inscritos no programa em até 10 dias[2].

[1] http://anesp.org.br/todas-as-noticias/2020/5/22/poltica-audiovisual-em-tempos-de-covid-19-arte-e-indstria-em-confinamento

[2] https://icabrasil.org/2016/index.php/mediateca-reader/icab-e-netflix-fazem-parceria-para-criar-fundo-emergencial-de-apoio-a-comunidade-criativa-brasileira.html

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